Daniela Borali, Bob Falcão e Companhia ॐ

Meu intuito é mostrar o amor infinito que tenho pelos meus 14 gatos, 5 cachorros... E principalmente o quanto sonho com um mundo onde não exista mais nenhum animal abandonado!
IMPORTANTE: Meus animais não estão para adoção! Na verdade eles estão aqui comigo divulgando endereços, dicas e informações para que seus irmãos possam ter um destino feliz como o deles!!!

Que vocês consigam encontrar o verdadeiro amor através destes pequenos grandes deuses... É incognoscível!!!
(Daniela Borali)
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Para Refletir

É frequentemente defendida, especialmente por certos grupos religiosos, que os animais foram postos na Terra com o objetivo de serem utilizados ao bel prazer dos homens. Este ponto de vista ajuda a explicar a extensão do descaso, pelos seres humanos, do reino animal. Entre muitas pessoas a atitude para com os animais é similar a adotada perante aqueles considerados de menor valor. A escravidão, por longo tempo estabelecido e aceito como meio de tratar os outros em sociedades humanas, reflete uma atitude que é similar à adotada para com os animais por muitas pessoas na sociedade contemporânea. Respeito pela vida é um slogan hoje muito usado, entretanto devemos refletir a respeito e sobre sua importância, sugerindo respeito, não somente por outros seres humanos, mas também por todas as outras formas de vida tanto animal quanto vegetal. Todos têm seu lugar no mundo. Nós temos que nos alimentar de algo, e é frequentemente sugerido que nós devemos ir o quanto for possível até o máximo da cadeia alimentar para nos alimentarmos. Os vegetarianos progrediram parte do caminho, enquanto os naturalistas e os que se alimentam somente de frutas, mais ainda. As três formas estão baseadas no respeito à vida e de que os animais deveriam ser bem melhor tratados pelos seres humanos.

A crueldade é virtualmente endêmica na sociedade humana, e se fica estarrecido com a questão do por que os seres humanos procuram e gostam dela. Merecem considerável atenção as crueldades praticadas nos assim chamados esportes. Entretanto, este artigo se atém principalmente a uma visão vegetariana. Alguns não consideram crueldade comer animais e dão a entender que eles são bem tratados enquanto estão vivos. Evidentemente, ficou patente que isto não corresponde à verdade, com os métodos usados com o crescimento da pecuária industrial nota-se a falta de qualquer consideração pelo comportamento natural dos animais. Sejam pela colocação de bezerros em cubículos, que impedem qualquer acesso as suas mães, aos campos verdes e ao céu aberto que são o seu habitat natural, ou a manutenção de galinhas em sistema intensivos que lhes negam a possibilidade de expandir suas asas ou de manter seus hábitos; todas estas e outras práticas estão baseadas na ausência de cuidados ou preocupações em relação aos animais.

Os argumentos em seu favor são econômicos embora aqueles que praticam tais crueldades argumentem que os próprios animais preferem ser tratados assim. Se essas práticas não são cruéis então o que elas são? A argumentação de alguns, de que os animais não saem dos lugares onde estão presos mesmo quando as portas estão abertas é inválida, pois isso se deve mais ao condicionamento do que a livre escolha. Uma coisa é certa, os animais não tem tal opção. A moderna sociedade ocidental tem muito a haver com o estímulo da alimentação baseada na carne. Infelizmente, alguns países em desenvolvimento vêem tal prática como "ocidental" significando que ela é atraente! Eles dão pouca importância ao tratamento dispensado aos animais, aos efeitos na saúde na alimentação carnívora e ao meio ambiente. A pressão do crescimento populacional em muitos países em desenvolvimento é um argumento mais do que suficiente para diminuir e abandonar a alimentação baseada na carne.

A produção animal em sistemas intensivos concentra os resíduos dos produtos animais ao invés de distribuí-los sobre os campos como adubo para o futuro. O que era antes visto como desejável agora se torna um transtorno e um problema econômico. O armazenamento desse lixo é caro e o problema está intimamente relacionado com o aumento no consumo de carne. Fazendeiros costumam jogar esse lixo em leitos d'água, córregos e rios poluindo e destruindo os ecossistemas que existem há muito tempo. Somando-se a isso, os métodos usados por essa intensiva fazenda industrial se reverte na possibilidade de um aumento de transmissão de doenças, motivando o uso de antibióticos em grande escala, crescimento induzido e produtos similares. Naturalmente, esses resíduos se concentram na carne e causam doenças em seres humanos. Além do mais, algumas dessas impurezas acham um meio de se infiltrar no sistema de água e são levadas para o curso de água onde mais uma vez elas são bombeadas para o uso humano, e deve se levar em conta que a purificação da água não remove todos estes resíduos.

O aumento dos casos de câncer, doenças do coração, rim e doenças do fígado assim como diabetes e uma variedade de outras doenças, está relacionada ao aumento do consumo de carne. A pesquisa médica proporciona ampla evidência que uma dieta vegetariana é melhor para saúde e que a incidência de muitas doenças desagradáveis são menos comuns entre os vegetarianos. É bom fazer algo por razões morais, mas melhor ainda quando se descobre que é bom para a saúde também!

O crescimento do vegetarianismo no mundo ocidental é testamento do desejo crescente entre as pessoas de ter um modo de vida mais humano, saudável levando em consideração o meio ambiente. Na América do Norte, América do Sul, Europa e Oceania, há um marcante e contínuo crescimento do vegetarianismo. Desde que ocorreram as mudanças políticas na Europa Oriental e Central, houve um aumento no interesse pelo vegetarianismo. O vegetarianismo e os movimentos em defesa dos animais foram se desenvolvendo e estão ganhando apoio crescente. Na Ásia, o estímulo governamental ao consumo da carne vem encontrando resistência dos grupos vegetarianos. Num país como Índia, com uma longa história de Amimas, respeito à vida e vegetarianismo, a batalha em prol do vegetarianismo está sendo executada por grupos em defesa da moral e grupos religiosos assim como ecologistas e médicos que apreciam os benefícios da dieta vegetariana. Na Grã Bretanha o rápido crescimento do vegetarianismo foi muito marcante nos últimos vinte anos de modo que agora os vegetarianos não são mais vistos como pessoas estranhas, mas sim fazendo parte da corrente predominante. Refeições vegetarianas estão disponíveis em todas as partes do país e os jovens estão começando a apreciar a comida vegetariana. Os supermercados exibem uma boa variedade de produtos vegetarianos ao alcance dos consumidores, facilitando as compras, e chamando a atenção de "comedores de carne" para a grande variedade de produtos saudáveis e humanamente éticos que os vegetarianos consomem. Linda McCartney, esposa do famoso Beatles, Paul McCartney (ambos recentemente tornaram-se Patronos da Sociedade Vegetariana do Reino Unido), produziu uma imitação de produtos animais incluindo tortas e salsichas que estão atraindo muitas pessoas que não se consideram vegetarianas. Tais acontecimentos estão sendo cada vez mais copiados em outros países.

A tecnologia moderna tem muita responsabilidade no que concerne ao tratamento dispensado aos animais. Recentemente, o desenvolvimento da biotecnologia e da engenharia genética levou a novos meios de usar animais com a finalidade de servir ao homem, e a moral parece ser pouco considerada quando se trata em usar espécies animais na engenharia genética, para possibilitar ainda mais a sua exploração pelos seres humanos. Se o homem tem direitos sobre os animais, igualmente pode ser argumentado que ele tem responsabilidades. Isto significa que eles precisam considerar o animal, seu bem estar e seu valor. Infelizmente, esta situação indica que estas questões são tratadas com pouca ou nenhuma atenção pela maioria das pessoas. As únicas preocupações estão na maximização do retorno econômico que os animais podem oferecer.

Frequentemente se argumenta que, pelo fato dos animais serem de uma espécie diferente da nossa, não importa a maneira como nós os tratamos. Ë claro que, pessoas que manifestam tais pontos de vista também não estejam preocupadas como outras sociedades de seres humanos são tratadas. Muitos de nós podemos ver uma relação entre os dois. Quem trata o próximo com respeito têm mais chances de respeitar outras espécies. Repetidamente ouvimos que as preocupações que temos para com os animais deveriam ser substituídas pelas preocupações em relação aos seres humanos. As pessoas interessadas nos direitos dos animais estão normalmente interessadas no sofrimento humano.

Sabemos que os animais sentem angústia, dor e sofrimento. Não podemos entender plenamente como eles pensam, mas há ampla evidência que os animais têm as suas sociedades e seu modo de vida. Quem tem o direito de dizer que seus direitos são menores que os nossos? Muitos animais são menos inteligentes que o homem, mas há uma variação considerável na inteligência humana. Ao se argumentar que a inteligência inferior de muitos animais nos daria o direito de tratá-los como bem entendermos, sem consideração, então também poderíamos tratar assim pessoas menos inteligentes. Na verdade, certas filosofias políticas, embora muito desacreditadas, já propuseram tais ideias.

Nós estamos neste planeta por um tempo finito e, a forma como interagimos com ele, e o usamos irá afetar gerações futuras, possivelmente até o final da sua existência na forma como o conhecemos. Pode se reivindicar que é do nosso interesse reduzir o sofrimento e o tratamento inadequado pelo qual animais e seres humanos passam, e caminhar para um mundo mais humano e em paz consigo mesmo. Supondo-se que esta é uma meta que a maioria das pessoas deseja, deveríamos então melhorar o tratamento que dispensamos tanto aos seres humanos como aos animais. As pessoas em geral desejam levar uma vida saudável, e o modo de vida defendido pelos vegetarianos aponta nesta direção, e ainda minimizando o sofrimento dos animais. A alimentação carnívora está baseada na hipocrisia. Usamos alguns animais como bichos de estimação e os tratamos de uma maneira muito especial. Outros são frequentemente vistos como pestes ou alimento consequentemente não recebem o cuidado e proteção dada aos bichos de estimação. Vale a pena lembrar que em muitos países, se alguém tratar um bicho de estimação da mesma maneira que são tratados animais de corte ou produtores de leite ou de ovos ele estaria sujeito a ser processado. Muitos animais selvagens não recebem nenhuma proteção legal, estando assim à disposição de caçadores e de qualquer um que deseje procurá-los e tratá-los como bem entenderem.

Minha argumentação é de que nosso futuro está relacionado à maneira como tratamos as criaturas mais fracas. A crueldade e maldade não deveriam fazer parte de sociedade civilizada. Embora frequentemente reivindicássemos que somos civilizados, sou obrigado a discordar e afirmo que isto está bem longe da verdade. Atualmente consideramos a escravidão um horror e achamos muito difícil entender como tais práticas duraram tanto tempo, e que ainda existam em algumas partes do mundo. Assim como nós nos afastamos da escravidão humana, necessitamos dar o próximo passo, nos afastando da escravidão animal. Tanto por razões morais ou egoístas nossa meta deveria ser um mundo vegetariano sem a exploração e a crueldade contra seres humanos e animais. Se nós não nos importarmos agora, o futuro de todas as criaturas continuará sendo negro.

(Maxwell G.Lee)
http://www.ivu.org/portuguese/news/95-96/animals.html

domingo, 3 de outubro de 2010

Comerciais vegetarianos da PETA - (Legendado)



Uma coletânea de alguns dos comerciais produzidos pela PeTA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), uma das maiores organizações de direitos dos animais no mundo.
Os comerciais tratam sobre a campanha contra a KFC (Kentucky Fried Chicken), uma rede de fast-food internacional com sede nos EUA, que vende alimentos principalmente com carne de frango, acusada de praticar crueldade com os animais de suas granjas fornecedoras, após inúmeras denúncias e investigações escondidas.
Tratam também sobre o vegetarianismo em geral, o dia de ação de graças americano - em que é costume comer peru, e a produção de "foie gras" - patê de fígado de ganso ou pato, que é produzido alimentando em excesso o animal até que seu fígado aumente de 4 até 6 vezes do seu tamanho normal.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Como entrar no vegetarianismo / veganismo


A mudança de alimentação, por muito benéfica que seja, não convém ser radical. Deve ser progressiva, de modo que a adaptação do corpo seja gradual. É importante para um vegetariano/vegano que tenha uma opinião esclarecida sobre alimentação e as transformações que irão ocorrer.

Isto não significa que no caso de a transição ser brusca as consequências sejam gravíssimas ou inultrapassáveis. A maior parte das pessoas reage simplesmente expulsando toxinas, com sintomas como diarréia, dores de cabeça ou confusão mental. Em todo o caso, quando se muda de dieta (e, por consequência, de estilo de vida), há sempre muitos fatores em jogo. Designadamente:

Saúde

Esta é talvez a principal grandeza em jogo. Em poucas palavras, nós somos o que comemos, e o nosso organismo necessita de tempo de adaptação.

Embora esteja mais do que provado que o vegetarianismo é benéfico para a saúde, uma mudança radical pode trazer complicações.

É conveniente até acompanhamento médico. Claro que todo mundo já sabe que deve fazer exames regulares para evitar complicações futuras, mas quase ninguém os faz. Mas para alguém que tem preocupações de saúde e bem-estar um corte com a tradição fica sempre bem a este nível também.

Infelizmente mudar para uma dieta vegetariana implica, ainda, ir contra a cultura vigente. Ou seja, a maioria dos médicos ainda não são imparciais. E muitas vezes, por muito bem intencionados e profissionais que sejam não têm sequer conhecimentos mínimos para se pronunciarem acerca do Vegetarianismo/veganismo. O que se pode sugerir então é que se procure num médico que entenda um pouco, que peça eventualmente alguns exames de rotina para que se tenha a certeza que tudo está bem. Mas se encontrar um médico mais antigo e radical, não esqueça que o mais importante é sentir-se bem e pensar pela tua própria cabeça.

Pressões sociais

Uma das grandes dificuldades na disseminação do vegetarianismo/veganismo é, sem dúvida, a nossa resistência à mudança. Mesmo quando todas as evidências apontam num novo sentido, a tendência é muitas vezes continuarmos a fazer aquilo que sempre nos ensinaram.

Mas hoje, mais do que nunca, é sabido que o conhecimento, a informação, é de todas a melhor arma. Um vegetariano/vegano não tem de forçosamente ser, mas atualmente é importante que seja também, uma pessoa bem informada e segura da sua opção alimentar.

Dicas para uma transição sem sobressaltos:

1) Ler. Pesquisar. Explorar o assunto. Procurar informações em livros e na Internet. A informação deve ser a principal arma.

2) Refletir. Pensar a respeito dos animais. Pensar a respeito do seu corpo. Pensar sobre a Terra. Despir-se dos preconceitos e evitar ideias convencionais. Considerar o impacto das escolhas alimentares no mundo ao seu redor.

3) Conversar. Falar com vegetarianos. Falar com não-vegetarianos. Fazer perguntas. Comparar pontos de vista.

4) Cozinhar. Aprender a cozinhar pode ser muito interessante. Fazer um curso de cozinha vegetariana/vegana, ou comprar livros de culinária. Com isso pode-se ganhar independência na escolha da melhor alimentação. Quanto mais receitas vegetarianas/veganas uma pessoa sabe preparar, mais fácil é a adaptação a nova dieta.

5) Comer com calma. Transformar a refeição num momento especial. Uma mastigação cuidadosa, sem pressa, é muito importante para qualquer vegetariano/vegano. Desfrutar do prazer da mesa!

6) Prestar atenção. Tenta notar as necessidades do seu organismo. Não se recusar a dormir quando estiver cansado, nem a comer quando tiver fome. Procurar perceber se algum alimento produz mal estar ao organismo. Notar se algum alimento te faz sentir cansado, irritado, agitado, ou sonolento. Respeitar o seu corpo. Aprender a identificar as relações entre o que come e o seu comportamento.

7) Mudar de estilo. Tentar uma mudança no teu estilo de vida. Praticar um novo esporte, aprender dança ou uma terapia (como yoga) ao mesmo tempo que uma mudança alimentar, pode ser uma boa forma de quebrar velhos condicionamentos.

8) Preparar-se. Pois irá enfrentar alguma resistência dos amigos ou da tua família, então deve estar preparado para isso. Reuniões de família podem ser particularmente stressantes, especialmente se há “tradições alimentares”. Só é preciso ser firme, mas cortês, e confiar nas próprias capacidades e escolhas. Contatar alguém vegetariano pode ser um apoio valioso quando surgir alguma dúvida. Em todo o caso, é importante valorizar a sua identidade acima de tudo.

Lembre-se: Somos aquilo que comemos...